Quanta coisa, quanta vida... Quanta coisa acontecendo nessa vida!
É medo, dor, revolta e ai, PUM, reviravolta.
Odeio, detesto, amo e adoro. Tudo na mesma medida, até perceber e tentar diminuir o teor de acidez antes de digerir. E ai, pronto... dá-lhe doer o estomâgo. Ainda não aprendi o caminho das pedras, mas elas já começam a reluzir diante do sol de novo.
Como é possível dizer tantas vezes "nossa" em um pequeno intervalo de tempo. Minha nossa como é bom!
Que gostoso é olhar em outros olhos e suspirar. Sim, aquela estrelinha tem me cativado com um poder incrivel. Tem a ver com pele, com quimica, com física e com a habilidade em lidar com os atritos que eu acabo provocando. Acho que sou meio desmedida, não tenho dimensão de quem sou, do que provoco, do que me causo e do quanto atrapalho as fadas desse conto. To tentando me achar nesse vida. Afinal, quem eu sou?
Pra onde vou?
Opa, começo a vislumbrar de onde vim... Ai, não me desespero!
Estou de volta... Ali está o espelho.
Eis-me.
E logo ao lado, ele - é só quem eu quero pra me acompanhar.
(Gislaine Pereira)
Onde o encontro das coisas pode dar em outras coisas, pois aqui nem sempre o rio corre pra baixo...
terça-feira, 10 de abril de 2012
domingo, 4 de março de 2012
Sempre coca-cola
Minha mãe me ensinou que tomar coca-cola ajuda em muita coisa.
Até em dores de barriga.
Ensinamento estranho, mas que pra mim sempre fez todo sentido. Acabei de tomar mais um copa da benedita.
E tomei sol também. Tanto, que minha pele, outrora branca, agora tem outro tom: morango do nordeste.
E a alma ficou boa boa! Tá tão corada quanto as maças do rosto.
Fiz as pazes. Selei-as com beijos, confidências e afagos.
Andei com os pés na grama. Encarei as nuvens. Deitei numa manta sob a grama. Vi as flores caindo das árvores. Fugi das formigas. Ri de bobeiras. Perguntei às arvores como elas são tão fortes e bonitas...
Hoje, vivi! Sem problemas, sem neuras e sem nenhuma questão de antemão.
Hoje vivi o hoje! E foi um prazer imenso.
Descobri que tudo passa... se a gente deixar passar!
O sol passou e deixou no seu lugar uma leve brisa.
Eu fiquei com suas marcas no corpo e no espírito.
To toda ensolarada. E tomando coca-cola pra tentar curar a dor de barriga, porque viver o hoje é uma estravagância tão grande que o corpo não entende, tem overdose de si mesmo e se remexe todo.
Tô tomando coca-cola porque nenhuma estravagância fica impune.
E se quer saber, eu repetiria os mesmos raios de sol do hoje, hoje de novo! Já vou até preparando a coca-cola...
Até em dores de barriga.
Ensinamento estranho, mas que pra mim sempre fez todo sentido. Acabei de tomar mais um copa da benedita.
E tomei sol também. Tanto, que minha pele, outrora branca, agora tem outro tom: morango do nordeste.
E a alma ficou boa boa! Tá tão corada quanto as maças do rosto.
Fiz as pazes. Selei-as com beijos, confidências e afagos.
Andei com os pés na grama. Encarei as nuvens. Deitei numa manta sob a grama. Vi as flores caindo das árvores. Fugi das formigas. Ri de bobeiras. Perguntei às arvores como elas são tão fortes e bonitas...
Hoje, vivi! Sem problemas, sem neuras e sem nenhuma questão de antemão.
Hoje vivi o hoje! E foi um prazer imenso.
Descobri que tudo passa... se a gente deixar passar!
O sol passou e deixou no seu lugar uma leve brisa.
Eu fiquei com suas marcas no corpo e no espírito.
To toda ensolarada. E tomando coca-cola pra tentar curar a dor de barriga, porque viver o hoje é uma estravagância tão grande que o corpo não entende, tem overdose de si mesmo e se remexe todo.
Tô tomando coca-cola porque nenhuma estravagância fica impune.
E se quer saber, eu repetiria os mesmos raios de sol do hoje, hoje de novo! Já vou até preparando a coca-cola...
Gislaine Pereira
sábado, 3 de março de 2012
Tudo passa?
As coisas passam a perder o sentido quando você passa mais tempo dizendo as coisas do que vivendo.
As coisas passam a perder o sabor quando você tem que ficar lutando por algo que devia ser a única coisa da vida que não devia exigir luta.
As coisas passam a ser repensadas quando você tem ficar dizendo o tempo todo como se sente, porque a outra pessoa é incapaz de perceber.
As coisas passam a ser dor quando só você se importa.
As coisas passam...
Eu to passando.
Pena que ele não vê, não ouve, não liga, não age... Porque eu to passando.
Tá tudo passando. Eu já fiz de tudo pra segurar o nó, mas to puxando a corda sozinha, tá cada vez mais fraco e se disfazendo. Porque eu to passando... E to indo...
Vai ficar um rio de lágrimas tentando avisar que eu to passando.
Nada é feito. E eu? Fiz de tudo pra não passar. Mas tá inevitável. To passando...
Num dia as lágrimas trazem flores que não manha seguinte já estão murchas e esquecidas.
Uma conversa não resolve. Dizer que vai mudar e permanecer repetindo os mesmos erros não resolve. Plantar flores e deixá-las morrer no dia seguinte não resolve. Só dissolve...
Será que passou o tempo e eu não vi?
Será que minha hora chegou? Será que já é hora de cortar o laço e deixar o tempo passar?
Dói a dor de não querer ver o que o tempo está desenhando. Dói a dor de não querer ir e ser empurrada pra saida a cada manha de "não posso, hoje não".
Só... Passando...
As coisas passam a perder o sabor quando você tem que ficar lutando por algo que devia ser a única coisa da vida que não devia exigir luta.
As coisas passam a ser repensadas quando você tem ficar dizendo o tempo todo como se sente, porque a outra pessoa é incapaz de perceber.
As coisas passam a ser dor quando só você se importa.
As coisas passam...
Eu to passando.
Pena que ele não vê, não ouve, não liga, não age... Porque eu to passando.
Tá tudo passando. Eu já fiz de tudo pra segurar o nó, mas to puxando a corda sozinha, tá cada vez mais fraco e se disfazendo. Porque eu to passando... E to indo...
Vai ficar um rio de lágrimas tentando avisar que eu to passando.
Nada é feito. E eu? Fiz de tudo pra não passar. Mas tá inevitável. To passando...
Num dia as lágrimas trazem flores que não manha seguinte já estão murchas e esquecidas.
Uma conversa não resolve. Dizer que vai mudar e permanecer repetindo os mesmos erros não resolve. Plantar flores e deixá-las morrer no dia seguinte não resolve. Só dissolve...
Será que passou o tempo e eu não vi?
Será que minha hora chegou? Será que já é hora de cortar o laço e deixar o tempo passar?
Dói a dor de não querer ver o que o tempo está desenhando. Dói a dor de não querer ir e ser empurrada pra saida a cada manha de "não posso, hoje não".
Só... Passando...
(Gislaine Pereira)
Na vitrola: Tudo passa - Marcelo Camelo
quinta-feira, 1 de março de 2012
sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012
É exatamente isso... nada é exato!
Tenho planos, claro (todo mundo tem). Mas objetivamente estou aqui sem nada à minha frente. O momento futuro é uma incógnita absoluta. Eu não posso pensar: “não, daqui a um ano eu vou pro campo ou eu caso ou me formo ou vou à Europa”. Eu não sei. Fico esperando que pinte uma coisa, naturalmente. E essa falta de ação me esmaga um pouco.
(Caio Fernando Abreu. Carta a Vera Antoun)
quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012
Ressaca
Hoje acordei cedo, era cerca de 11h30 da manhã. Manhã?
Enfim, merecia. Fui dormir as 3h e tanto. Consegui entrar no mundo dos sonhos lá pelas 4h.
Insônia? Não, não! Eu tinha muito sono, o que não tinha era a capacidade de me desligar pra conseguir dormir. Ás vezes chegava a não pensar em nada, ficava parada olhando pro nada, mente vazia, espinha em forma fetal e o edredon entre as pernas. E de repente vinham as ondas. Tanta coisa a se pensar e nenhuma vontade de pensar sobre nenhuma delas.
Desliguei a Tv, respirei fundo e dormi.
Acordei as 8h 30 e decidi que o mundo não precisava de mim tão cedo, voltei a dormir, e depois só acordei as 11h 30 porque o mundo tinha marcado comigo as 15h do outro lado da cidade.
Então, hoje fiquei num raro momento de solidão e silêncio, entre uma coisa e outra, aproveitei, abri meu caderno e me perguntei:
O que eu quero?

Fiquei longos e intermináveis minutos olhando as folhas em branco...
Não conseguia escrever nada.
Não sei o que quero! Tenho mil possibilidades em vista, mas não consigo colocá-las no papel, não consigo optar.
Elas somem diante da possibilidade de se fixar, de ser!
Então, simplesmente não sei...
E me sinto assim, com uma tremenda dor de cabeça e o braço esquerdo queimando de novo...
Nunca bebi, acho que deve ser assim que alguém se sente depois de tomar um porre, não há como se decidir por nada. A vida tem sido uma ressaca nesses dias. E hoje, especialmente, não teve engov que desse jeito.
Tá tudo pesado...
Adoraria poder molhar os pés no mar e esquecer do mundo, só por hoje. Amanhã eu escolheria. Com os pés molhadas eu saberia o que escolher... Não saberia?
(Gislaine Pereira)
Enfim, merecia. Fui dormir as 3h e tanto. Consegui entrar no mundo dos sonhos lá pelas 4h.
Insônia? Não, não! Eu tinha muito sono, o que não tinha era a capacidade de me desligar pra conseguir dormir. Ás vezes chegava a não pensar em nada, ficava parada olhando pro nada, mente vazia, espinha em forma fetal e o edredon entre as pernas. E de repente vinham as ondas. Tanta coisa a se pensar e nenhuma vontade de pensar sobre nenhuma delas.
Desliguei a Tv, respirei fundo e dormi.
Acordei as 8h 30 e decidi que o mundo não precisava de mim tão cedo, voltei a dormir, e depois só acordei as 11h 30 porque o mundo tinha marcado comigo as 15h do outro lado da cidade.
Então, hoje fiquei num raro momento de solidão e silêncio, entre uma coisa e outra, aproveitei, abri meu caderno e me perguntei:
O que eu quero?

Fiquei longos e intermináveis minutos olhando as folhas em branco...
Não conseguia escrever nada.
Não sei o que quero! Tenho mil possibilidades em vista, mas não consigo colocá-las no papel, não consigo optar.
Elas somem diante da possibilidade de se fixar, de ser!
Então, simplesmente não sei...
E me sinto assim, com uma tremenda dor de cabeça e o braço esquerdo queimando de novo...
Nunca bebi, acho que deve ser assim que alguém se sente depois de tomar um porre, não há como se decidir por nada. A vida tem sido uma ressaca nesses dias. E hoje, especialmente, não teve engov que desse jeito.
Tá tudo pesado...
Adoraria poder molhar os pés no mar e esquecer do mundo, só por hoje. Amanhã eu escolheria. Com os pés molhadas eu saberia o que escolher... Não saberia?
(Gislaine Pereira)
quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012
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