Porque todo mundo afrouxa a mão quando a corda aperta?
Eu to precisando de pessoas que segurem minha mão com maior intensidade do que a da corda!
Aperta bem e não solta!
Se você não soltar, eu não solto!
Se soltar a mão e segurar a corda, eu acordo e uso a mão solta pra me despedir...
Então segura! Aperta e segura!
(Gislaine Pereira)
Onde o encontro das coisas pode dar em outras coisas, pois aqui nem sempre o rio corre pra baixo...
terça-feira, 15 de maio de 2012
segunda-feira, 23 de abril de 2012
Ser paradoxo
Já sentiu vontade de gritar e ficar em silêncio ao mesmo tempo?
Tenho estado assim.
A vontade de ser visto e percebida, sentida, ser tida... E também a vontade de passar incolune.
Está ai uma coisa que tenho percebido me incomodar: passar incolune!
Passei anos pensando que era disso que eu realmente gostava. Hoje percebo que detesto. Se não sou vista me irrito profundamente. Principalmente quando não sou vista direito, quando me olham e não me enchergam de verdade. Fico querendo explodir (os outros).
Dái me explodo a falar ou a chorar.
Sinto falta de exercitar o silêncio e meu auto entendimento.
Eu tenho me esquecido de mim e assim deixado de ver a todos. Engraçado, se não consigo me ver inteiramente, integralmente, também não consigo ver o resto do mundo.
É como se tudo se tornasse superficial. Se ninguém mergulha em mim, eu não mergulho em ninguém!
Em um desses dias de complexidade diante do espelho, que me mostrava uma imagem que não me dizia nada em absoluto, resolvi parar, olhar pra mim... E só pra mim!
E eis a surpresa: passei a ver os jardins e borboletas que me rodeiam.
Nenhuma grama é mais verde que a minha. São todas verdes e ponto! Mas o meu jardim é só meu e de mais ninguém. Quem deve regá-lo e adubá-lo sou eu e mais ninguém.
Cansei de tentar fazer sentido, agora quero só ser sentida!
Ou olha ou cai fora. Sem peso. Eu quero me ver e ser vista. Eu quero entrar em mim, pra depois, quem sabe, voltar a ver o mundo dos outros.
Andei abrindo mão de muitas coisas, inclusive da minha individualidade. E aprendi! Ou eu olho pra mim, ou ninguém mais olha.
Primeiro se conjuga o sujeito "eu", depois é que vem "tú". Eu tava misturando tudo já, era muito nó pra pouco eu.
E que não faça sentido algum... Se eu sentir já estou realizada. Minhas realizações agora serão essas: "eu em mim! Mim me eu!" Porque um é só o oposto do outro, e sendo oposto já está ligado!
Viverei agora sendo o paradoxo de mim mesma! E assim serei completa! Contraditória! Composta! Inacabada e inteiramente eu!
Leu (meu eu)?
(Gislaine Pereira)
Tenho estado assim.
A vontade de ser visto e percebida, sentida, ser tida... E também a vontade de passar incolune.
Está ai uma coisa que tenho percebido me incomodar: passar incolune!
Passei anos pensando que era disso que eu realmente gostava. Hoje percebo que detesto. Se não sou vista me irrito profundamente. Principalmente quando não sou vista direito, quando me olham e não me enchergam de verdade. Fico querendo explodir (os outros).
Dái me explodo a falar ou a chorar.
Sinto falta de exercitar o silêncio e meu auto entendimento.
Eu tenho me esquecido de mim e assim deixado de ver a todos. Engraçado, se não consigo me ver inteiramente, integralmente, também não consigo ver o resto do mundo.
É como se tudo se tornasse superficial. Se ninguém mergulha em mim, eu não mergulho em ninguém!
Em um desses dias de complexidade diante do espelho, que me mostrava uma imagem que não me dizia nada em absoluto, resolvi parar, olhar pra mim... E só pra mim!
E eis a surpresa: passei a ver os jardins e borboletas que me rodeiam.
Nenhuma grama é mais verde que a minha. São todas verdes e ponto! Mas o meu jardim é só meu e de mais ninguém. Quem deve regá-lo e adubá-lo sou eu e mais ninguém.
Cansei de tentar fazer sentido, agora quero só ser sentida!
Ou olha ou cai fora. Sem peso. Eu quero me ver e ser vista. Eu quero entrar em mim, pra depois, quem sabe, voltar a ver o mundo dos outros.
Andei abrindo mão de muitas coisas, inclusive da minha individualidade. E aprendi! Ou eu olho pra mim, ou ninguém mais olha.
Primeiro se conjuga o sujeito "eu", depois é que vem "tú". Eu tava misturando tudo já, era muito nó pra pouco eu.
E que não faça sentido algum... Se eu sentir já estou realizada. Minhas realizações agora serão essas: "eu em mim! Mim me eu!" Porque um é só o oposto do outro, e sendo oposto já está ligado!
Viverei agora sendo o paradoxo de mim mesma! E assim serei completa! Contraditória! Composta! Inacabada e inteiramente eu!
Leu (meu eu)?
(Gislaine Pereira)
sexta-feira, 13 de abril de 2012
terça-feira, 10 de abril de 2012
De cá..
Quanta coisa, quanta vida... Quanta coisa acontecendo nessa vida!
É medo, dor, revolta e ai, PUM, reviravolta.
Odeio, detesto, amo e adoro. Tudo na mesma medida, até perceber e tentar diminuir o teor de acidez antes de digerir. E ai, pronto... dá-lhe doer o estomâgo. Ainda não aprendi o caminho das pedras, mas elas já começam a reluzir diante do sol de novo.
Como é possível dizer tantas vezes "nossa" em um pequeno intervalo de tempo. Minha nossa como é bom!
Que gostoso é olhar em outros olhos e suspirar. Sim, aquela estrelinha tem me cativado com um poder incrivel. Tem a ver com pele, com quimica, com física e com a habilidade em lidar com os atritos que eu acabo provocando. Acho que sou meio desmedida, não tenho dimensão de quem sou, do que provoco, do que me causo e do quanto atrapalho as fadas desse conto. To tentando me achar nesse vida. Afinal, quem eu sou?
Pra onde vou?
Opa, começo a vislumbrar de onde vim... Ai, não me desespero!
Estou de volta... Ali está o espelho.
Eis-me.
E logo ao lado, ele - é só quem eu quero pra me acompanhar.
(Gislaine Pereira)
É medo, dor, revolta e ai, PUM, reviravolta.
Odeio, detesto, amo e adoro. Tudo na mesma medida, até perceber e tentar diminuir o teor de acidez antes de digerir. E ai, pronto... dá-lhe doer o estomâgo. Ainda não aprendi o caminho das pedras, mas elas já começam a reluzir diante do sol de novo.
Como é possível dizer tantas vezes "nossa" em um pequeno intervalo de tempo. Minha nossa como é bom!
Que gostoso é olhar em outros olhos e suspirar. Sim, aquela estrelinha tem me cativado com um poder incrivel. Tem a ver com pele, com quimica, com física e com a habilidade em lidar com os atritos que eu acabo provocando. Acho que sou meio desmedida, não tenho dimensão de quem sou, do que provoco, do que me causo e do quanto atrapalho as fadas desse conto. To tentando me achar nesse vida. Afinal, quem eu sou?
Pra onde vou?
Opa, começo a vislumbrar de onde vim... Ai, não me desespero!
Estou de volta... Ali está o espelho.
Eis-me.
E logo ao lado, ele - é só quem eu quero pra me acompanhar.
(Gislaine Pereira)
domingo, 4 de março de 2012
Sempre coca-cola
Minha mãe me ensinou que tomar coca-cola ajuda em muita coisa.
Até em dores de barriga.
Ensinamento estranho, mas que pra mim sempre fez todo sentido. Acabei de tomar mais um copa da benedita.
E tomei sol também. Tanto, que minha pele, outrora branca, agora tem outro tom: morango do nordeste.
E a alma ficou boa boa! Tá tão corada quanto as maças do rosto.
Fiz as pazes. Selei-as com beijos, confidências e afagos.
Andei com os pés na grama. Encarei as nuvens. Deitei numa manta sob a grama. Vi as flores caindo das árvores. Fugi das formigas. Ri de bobeiras. Perguntei às arvores como elas são tão fortes e bonitas...
Hoje, vivi! Sem problemas, sem neuras e sem nenhuma questão de antemão.
Hoje vivi o hoje! E foi um prazer imenso.
Descobri que tudo passa... se a gente deixar passar!
O sol passou e deixou no seu lugar uma leve brisa.
Eu fiquei com suas marcas no corpo e no espírito.
To toda ensolarada. E tomando coca-cola pra tentar curar a dor de barriga, porque viver o hoje é uma estravagância tão grande que o corpo não entende, tem overdose de si mesmo e se remexe todo.
Tô tomando coca-cola porque nenhuma estravagância fica impune.
E se quer saber, eu repetiria os mesmos raios de sol do hoje, hoje de novo! Já vou até preparando a coca-cola...
Até em dores de barriga.
Ensinamento estranho, mas que pra mim sempre fez todo sentido. Acabei de tomar mais um copa da benedita.
E tomei sol também. Tanto, que minha pele, outrora branca, agora tem outro tom: morango do nordeste.
E a alma ficou boa boa! Tá tão corada quanto as maças do rosto.
Fiz as pazes. Selei-as com beijos, confidências e afagos.
Andei com os pés na grama. Encarei as nuvens. Deitei numa manta sob a grama. Vi as flores caindo das árvores. Fugi das formigas. Ri de bobeiras. Perguntei às arvores como elas são tão fortes e bonitas...
Hoje, vivi! Sem problemas, sem neuras e sem nenhuma questão de antemão.
Hoje vivi o hoje! E foi um prazer imenso.
Descobri que tudo passa... se a gente deixar passar!
O sol passou e deixou no seu lugar uma leve brisa.
Eu fiquei com suas marcas no corpo e no espírito.
To toda ensolarada. E tomando coca-cola pra tentar curar a dor de barriga, porque viver o hoje é uma estravagância tão grande que o corpo não entende, tem overdose de si mesmo e se remexe todo.
Tô tomando coca-cola porque nenhuma estravagância fica impune.
E se quer saber, eu repetiria os mesmos raios de sol do hoje, hoje de novo! Já vou até preparando a coca-cola...
Gislaine Pereira
sábado, 3 de março de 2012
Tudo passa?
As coisas passam a perder o sentido quando você passa mais tempo dizendo as coisas do que vivendo.
As coisas passam a perder o sabor quando você tem que ficar lutando por algo que devia ser a única coisa da vida que não devia exigir luta.
As coisas passam a ser repensadas quando você tem ficar dizendo o tempo todo como se sente, porque a outra pessoa é incapaz de perceber.
As coisas passam a ser dor quando só você se importa.
As coisas passam...
Eu to passando.
Pena que ele não vê, não ouve, não liga, não age... Porque eu to passando.
Tá tudo passando. Eu já fiz de tudo pra segurar o nó, mas to puxando a corda sozinha, tá cada vez mais fraco e se disfazendo. Porque eu to passando... E to indo...
Vai ficar um rio de lágrimas tentando avisar que eu to passando.
Nada é feito. E eu? Fiz de tudo pra não passar. Mas tá inevitável. To passando...
Num dia as lágrimas trazem flores que não manha seguinte já estão murchas e esquecidas.
Uma conversa não resolve. Dizer que vai mudar e permanecer repetindo os mesmos erros não resolve. Plantar flores e deixá-las morrer no dia seguinte não resolve. Só dissolve...
Será que passou o tempo e eu não vi?
Será que minha hora chegou? Será que já é hora de cortar o laço e deixar o tempo passar?
Dói a dor de não querer ver o que o tempo está desenhando. Dói a dor de não querer ir e ser empurrada pra saida a cada manha de "não posso, hoje não".
Só... Passando...
As coisas passam a perder o sabor quando você tem que ficar lutando por algo que devia ser a única coisa da vida que não devia exigir luta.
As coisas passam a ser repensadas quando você tem ficar dizendo o tempo todo como se sente, porque a outra pessoa é incapaz de perceber.
As coisas passam a ser dor quando só você se importa.
As coisas passam...
Eu to passando.
Pena que ele não vê, não ouve, não liga, não age... Porque eu to passando.
Tá tudo passando. Eu já fiz de tudo pra segurar o nó, mas to puxando a corda sozinha, tá cada vez mais fraco e se disfazendo. Porque eu to passando... E to indo...
Vai ficar um rio de lágrimas tentando avisar que eu to passando.
Nada é feito. E eu? Fiz de tudo pra não passar. Mas tá inevitável. To passando...
Num dia as lágrimas trazem flores que não manha seguinte já estão murchas e esquecidas.
Uma conversa não resolve. Dizer que vai mudar e permanecer repetindo os mesmos erros não resolve. Plantar flores e deixá-las morrer no dia seguinte não resolve. Só dissolve...
Será que passou o tempo e eu não vi?
Será que minha hora chegou? Será que já é hora de cortar o laço e deixar o tempo passar?
Dói a dor de não querer ver o que o tempo está desenhando. Dói a dor de não querer ir e ser empurrada pra saida a cada manha de "não posso, hoje não".
Só... Passando...
(Gislaine Pereira)
Na vitrola: Tudo passa - Marcelo Camelo
quinta-feira, 1 de março de 2012
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