segunda-feira, 27 de junho de 2011

Das noites de insônia...

Difícil explicar o que se passa dentro de mim. Cada hora é uma coisa, cada minuto um novo mar de sensações me invadem. Sou mulher, e isso já é um motivo enorme pra ser confusa!
Como diria Martha Medeiros: "Eu sou assim, ligada na tomada. Sempre querendo encontrar uma razão pra tudo. Pessoas como eu sofrem mais. Se decepcionam mais. Por outro lado, crescemos. Evoluímos. Amadurecemos. Nada é estático em nossas vidas. Nada é à toa. Tudo ganha uma compreensão, tudo é degrau, tudo eleva".
E tudo vem mudando, amadurecendo, como uma amiga me disse dias atrás: eu estou diferente e então tudo ao meu redor parece diferente, mesmo que as coisas sejam as mesmas de sempre, eu as olho com olhos mais laborados. E exijo mais das coisas, das pessoas, dos lugares, da vida, das minhas próprias escolhas... eu exijo até mesmo: escolher melhor!
E o mundo vai continuar girando, eu vou continuar cada vez mais exigente. Porque aprendi que não preciso me contentar com o que não tem me contentado. Continuarei exigindo... Porque sei que posso (e mereço) ter mais!
Eu não preciso ser ou fazer nada por ninguém! Tentar me enquadrar no que esperam só me deixou frustrada, e sabe o que percebi? Quando abri mão de agradar e resolvi ser somente eu, agradei!
Vai entender esse mundo... Vai ver que tudo o que tentam te dizer é: Exista! Seja! Viva! Não importa o que você faça, o que importa é que esteja inteira nisso. O que importa é que sua luz brilhe de verdade, inteira e intensamente!
E que seja de verdade e com muita verdade!!!!

E que seja doce... e intenso (sempre!).

(Gislaine Pereira)

Colo...

"E por favor, não te recrimines por esse desejo recorrente de ser novamente carregada no colo através de corredores escuros, aninhada como um pássaro das tempestades nas plumas de uma procelária. Não te recrimines pelos desejos de ser novamente capturada, subjugada, levada por uma mão masculina a varar furacões, mergulhar oceanos gelados. Não te recrimines por seres tão vulnerável, por precisares tanto do colo de um homem: tua fragilidade é evidente, afinal não és mais do que uma mulher carregada de hormônios sobre os quais não tens o menor controle".



(Ney Mário Brasil do Amaral)

quarta-feira, 15 de junho de 2011

Meus pés descalços

Numa bela noite de lua crescente. Eles se encontraram em frente a um coreto. 
Ele a chama para dançar - acredita que ela declinará ao convite. Mas ela sorri gentilmente e aceita. Ele então a conduz a pista, ainda desconfiado de que o sim não tenha sido um sim mesmo, e quando chegam a beira do salão ele pergunta à ela se percebeu pra onde estão se encaminhando. Ela o olha nos olhos e diz que sim. Então eles vão juntos ao centro do salão, preparam-se; ele segura uma das mãos dela, posiciona a outra sob seus ombros, abraça sua cintura e começa a guiá-la salão adentro. Bem lenta e suavemente os dois começam a dançar, parecem seguir uma música única, uma música que só toca dentro deles. Ele se atrapalha um pouco e ela também, mas é como se dançassem uma coreografia feita somente para eles... Algo que ninguém mais poderia dançar. 

Então ela percebe que não tem sapatos próprios para a dança, se desespera, se desvencilha, mas ele a acalma dizendo que não precisam dançar se não quiserem. Ela sorri e respira fundo, e quando menos espera já estão valsando novamente.
Claro que ela volta a ficar tensa, vez em quando, mas ele a acalenta. Houve somente uma vez em que foi ele que se irritou com os pés descalços, e a dança quase acabou ali. E foi nesse momento que ela o acarinhou, dizendo que eles não precisavam dançar de verdade. Abraçaram-se calmamente, ela se aninhou no peito dele e respirou fundo. E num piscar de olhos lá se foram eles salão à dentro... 

Ela nunca se deixou conduzir numa valsa assim antes, e sem sapatos apropriados era muito difícil dar meio passo. Aquilo mudaria seus pés pra sempre! E ela sabia bem disso, a dança já era um lugar completamente novo pra ele, estranho e até dolorido de se estar. Mas ela queria dançar com ele, ser conduzida por ele. E dançaram... Mas não terminaram a dança. Eles pararam os passos, antes que a música cessasse. 
Nela um eco continuo cantando... 

Dias depois ele nem se lembrava mais daquilo, enquanto ela ainda tentava fazer seus pés pararem de tamborilar, seu coração pulsava agora nos pés, mas ele não notou. Ele não percebeu como ela respirava agora fundo todas as vezes que o via, parecia que tinha que se lembrar como devia fazer pra respirar.
Tinha que se lembrar que continuava descalça... e incompletamente confusa.

 -  Gislaine Pereira  -





quinta-feira, 26 de maio de 2011

Sósacosósoco!

Ás vezes um stress absurdo me toma
o casanço me domina, a falta de escuta, os excessos, as vontades, as imposições, o barulho...
Será que dá pra parar o mundo só um pouquinho? Eu queria descer e dar uma volta lá fora...
O barulho daqui não me deixa nem pensar mais.
E por favor, mudem a canção, não dá pra aguentar tanta repetição!!!!

A vida anda precisando de paixão
e de ar!


Não quero opinar e não quero ouvir nada sobre coisa alguma
Quero abraço, quero afago
e de jeito nenhum quero dar ou tomar satisfação.


E se quer algo...  
faça-o por merecer!

Convença-me, ou te devoro!


Procura-me, ou evaporo!

Queria um bom parque, nem precisa de sol... só precisa de árvore e de grama pra me sentar,
o resto eu imaginava!

(Gislaine Pereira)


Na vitrola: Chico Buarque! 
(Porque ele me faz respirar, não pensar, 
faz parecer que sentir qualquer coisa é leve e fácil)

sábado, 7 de maio de 2011

Sutil, simples e imensamente complicado!

"Quando eu estiver triste
Simplesmente me abrace. 
Quando eu estiver louco 
Subitamente se afaste. 
Quando eu estiver fogo
Simplesmente se encaixe.
E quando eu estiver bobo
Sutilmente disfarce.
Mas quando eu estiver morto
Suplico que não me mate
dentro de ti... 
Mesmo que o mundo acabe, enfim... 
Dentro de tudo que cabe em ti."
(Skank)
Sinto assim!
 

segunda-feira, 2 de maio de 2011

Infinito é o oito deitado

O filme acaba.
O beijo se inicia, as luzes se acendem e ela pensa:
-Ah, foi assim que eu me apaixonei por ele! Engraçado, parece que foi ontem. Ainda é o mesmo gosto, o mesmo beijo, o mesmo moço. As mesmas borboletas voando no meu estômago! 
O filme acaba e a vida real toma o foco. Olha só, a vida real tem pra mim tanto encanto quanto um filme belissimo. O filme acaba e eu me envolvo no encanto da minha vida real... Do meu conto de fatos, infinito, terno e resplandecente.


Porque esses foram os oito meses mais encantadores que já vivi. E porque hoje eu olhei ele de novo como no primeiro dia, dancei na plataforma do trem, senti seus braços me envolverem no abraço mais terno de todos, ouvi sua voz macia e seu riso leve nos meus ouvidos, pulei no seu colo com medo do leão, segurei sua mão com dó do elefante... e fui, e sou, a mulher mais feliz do mundo, só por hoje! E que esse hoje dure pelo infinito... porque infinito é um oito deitado!

∞

Feliz 8 meses de namoro, meu amor!
Que seja doce, terno e encantador como tem sido até aqui! 

(Gislaine Pereira)


domingo, 1 de maio de 2011

D'mim

O amor então amadurece
A menina cresce
Os beijos não adormecem
E os quereres sempre os aquecem


É bom me olhar e perceber que eu sei onde quero estar, mesmo que não saiba bem dizê-lo
Sei que quero estar envolvida no abraço mais terno e no beijo mais delicado (dele).
Sei que minha "carecencia" não se desmancha fácil e que ser cuidada é algo que ainda preciso aprender a viver... Porque nem sei como isso se dá, mas eu prometo me doar e tentar!
Sei quais braços quero que me envolvam, mas não sei como guiá-los. 
Sei que eu continuo me derretendo com os olhinhos apertados e o sorriso sincero, e eu trocaria todas as jujubas do mundo pra não perder o som da risada dele estalando dentro de mim!
C'est la vie! C'est l'amour!

(Gislaine Pereira)

"Dans l'amour, il faut donner…"